AMAR É DESAMARRAR TAMBÉM COM O DITO ESTABELECIDO E INSTITUCIONALIZADO


O mundo carece de amor, chegamos a um estado de quase estagnação e erradicação do amor. O que vemos são rostos gélidos, plásticos, "orkutizados", pessoas frias, todas dentro de uma mata selvagem, que para sobreviver “comem” uns aos outros. Todos por ninguém e ninguém por Deus.

Estamos perdendo a capacidade de amar, de se enternecer ao lado de alguém que se gosta, não demonstramos mais afetos públicos com medo de sermos ridículos.

O mundo carece de amor, amor que compadece, amor que enaltece, amor que se curva e reverencia a criatividade do outro, amor embevecido de nobreza tal capaz de amar só por amar.

O amor é alimento, sacia a nossa fome, sacia a nossa “secura” e magreza por falta dele. O amor em sua dimensão terapêutica é cura, mas patologizado é transtornante, faz adoecer a mente e como conseqüência a alma.

Amar alguém é acima de tudo respeitar. Uma só carne um só coração, mas tudo preenchido pela individualidade que aqui a conceituo como individuação, não como individualidade, como individualismo. O amor dá às mãos, une, ajuda, repreende e compreende, julga mas permite ser avaliado não por atos em si, porque eles não dizem nada podem ser muitas vezes estéreis.

Amar é respeitar, insisto. Respeitar a diversidade. Cada um ama a seu jeito e como gosta e a quem gosta. Ouvir dizer uma vez ame e faça tudo. Quem disse foi um santo católico. Essa afirmação é verdadeira, reflita e compreenderá.

O que é reprovável no amor? Reprovável são teus conceitos mesquinhos, de uma baixeza singular que te prende ao convencional, ridicularizando e até mesmo extirpando novas possibilidades de amar. Reprovável são tuas atitudes frente ao novo, ao desconhecido, à diversidade e a liberdade de ontrem amar como gosta de ser amado. Reprovável é pensar que só podemos amar o sexo oposto e "viver felizes para sempre" como se o parasempre sempre existirá. Ou quem sabe "até que a morte nos separe", e de fato ela vai nos separar mas que ela venha com todo o seu vigor e me encontre amando quem quero, como quero, do meu jeito, com meus desejos e paixões, amando um ”igual” a mim, do mesmo sexo que o meu. Por que não? Por que reprovável? Aberração? Quem te deu o direito de julgar a mim, tu que és da mesma natureza que a minha. Aberrante é a tua mente podre e empobrecida de respeito ao diferente, o não igual. Aberrante é a tua resistência em aprender com as diferenças. O que é o convencional? O institucionalizado?

Você ama do seu jeito e é feliz, porque impedir de que eu ame do meu jeito e ser feliz também!!!!!????? Mesquinha, medíocre e estúpida é essa tua forma egóica e egoísta. Existem outras possibilidades de amar pena que são poucos os que se libertam de seus cárceres(impostos por si ou por coerção) e não se permitem experimentar ser quem são e viver amargamente representando no palco da existência.

Por fim só sei que é a falta que ama.

Luciano Medrado.

Gente! "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida. Antes idiota que infeliz!

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