PRECISAMOS SEGUIR EM FRENTE MESMO DIANTE DAS NOSSAS FRAQUEZAS




Quantas vezes, em nossas vidas nos sentimos fracos? Sem forças para lutar ou caminhar... O que fazer nesses momentos?
Coragem para seguir em frente. Buscar dentro de si forças que existem e que nos fazem recomeçar. Mas recomeçar aqui não implica em fazer tudo de novo do mesmo jeitinho, repetir as velhas ações, percorrer os mesmos caminhos, às vezes precisamos ter coragem para mudar as nossas rotas, os nossos conceitos em relação á vida e as nossas escolhas. Nem sempre escolhemos o certo, mas mesmo diante das possíveis escolhas "erradas" não devemos esmorecer e perder o ânimo de seguir. Quando erramos, é porque na verdadeo que queríamos de fato era acertar. Ninguém em sã consciência faz escolhas para a dilaceração de si mesmo. Reafirmo, o erro é uma possibilidade de acerto, uma chance de avaliação, se eu erro é porque estou me esforçando para acertar. Precisamos ter a sabedoria de aprendermos com os nossos erros, eles nos ensinam muito. Diante de qualquer dificuldade é um costume meu "dialogar" com ela, ou seja, perguntar: - "E aí dificuldade(ou seja lá o q for) vc veio me visitar, por convite meu ou não, mas já que se estabeleceu o que você pode me ensinar, o que tenho que aprender? Agindo assim, as adversidades da vida não são tão transtornadoras, mas elas acabam se tornando nossa aliada em nosso amadurecimento humano neste processo que é inerente à nossa condição, o constante devir, o vir a ser, o tornar-se sempre sem se perder.
A vida humana é pautada pelas constantes e inevitáveis escolhas que fazemos no nosso cotidiano e são justamente estas escolhas que alteram a nossa vida.
A etimologia da palavra “humano” vem de húmus e nos ensina dois princípios, o primeiro deles é que mesmo sendo terra, pó, trazendo uma dimensão de fragilidade,o segundo princípio é que também somos húmus, quando percebemos que o termo designa fecundidade. Eu não sou os meus erros, eu não sou os meus possíveis fracassos, eu não sou somente o meu passado porque ele não é de por si só dizer tudo de mim. Eu sou a complexidade de todas essas intercomunicações dinâmicas, formando um todo que é a minha personalidade. Quando eu digo eu não sou,o que não significa não se reconhecer, não ser cônscio da própria realidade experienciada, eu me abro para a dimenção percepitiva de que eu os tenho [erros, fragilidades etc.] mas eu não sou os meus erros, fragilidades, pecados.
A fragilidade é inerente à condição humana, somos seres de limitação mas não devemos nos esquecer que somos também seres de abertura. Seres de abertura, mesmo presos a este mundo metafísico e imanente. Presos a uma temporalidade e a uma espacialidade (seres datados e históricos) que nos coage tentando nos enquadrar em seus conceitos vis e mesquinhos. Eu sou o que a minha consciência diz de mim mesmo e nunca o q terceiros tecem sobre mim. Se você quiser conhecer uma pessoa, nunca parta de conceitos de outros à respeito de quem você quer conhecer. Cada pessoa nos olha e constroem seus julgamentos a partir de seu próprio ângulo. Eu posso até ser um pouco do que outros dizem de mim, mas ainda é muito pouco para dizer quem sou. O ser humano é multifacetado.
Todo ser humano é um ser de protesto, não se deixa engaiolar em medidas que o mitigam na sua capacidade de abertura para a liberdade.
O tempo não pára. Como dizia o filósofo, ele [o tempo] é a tardança daquilo que se espera.
A cada momento que passa, desde o instante de nosso nascimento, vamos nos aproximando do fim, ou seja, de nossa morte, a única e inescapável verdade que possuímos. De resto somos despossuídos de toda e qualquer certeza.
Por sermos humanos, somos todos iguais. Embora existam as lutas de classe, a ridícula diferença de cor que só faz imperar e perpetuar a discriminação neste jogo de valores burgueses, que classifica, humilha e desumaniza. Reafirmo, somos todos iguais. Nesse nível, nenhum de nós é estranho. Todos nós vivenciamos muitas emoções, algumas nos ajudam, outras nos atrapalham e isso é bem verdade. Trazemos desejos e emoções, a nossa mente é habitada de todos os tipos de sentimentos, sejam eles conscientes ou não. A sabedoria está como acolhemos estes sentimentos, onde o acomodamos, a força e o valor que atribuímos a eles. Sentir não é errado. Consentir é uma dimensão da racionalidade humana de "o que fazer" ou "como fazer" com os sentimentos que nos visitam.
Dentro de nossas experiências, sempre cambiantes, estamos constantemente experimentando emoções diferentes – às vezes ira, ciúme, amor, medo. O fundamental é que somos todos iguais por sermos humanos, pensando, sentindo e estando conscientes. Todos nós compartilhamos este planeta, e somos membros de uma única e grande família humana.
Na nossa imanência, ou seja, neste mundo material e exterior a nós, estamos cientes daquilo que é bom para nós e daquilo que nos prejudica. Então é com base em análise cuidadosa e conhecimento claro, tentamos criar uma vida alegre, bem sucedida, feliz mas nem sempre conseguimos, embora, todos nós temos esse direito inviolável. De modo muito semelhante no nosso vasto mundo cognoscente onde habitam os pensamentos, sentimentos e emoções, precisamos de análise cuidadosa para desenvolver uma percepção clara do que é prejudicial e do que é proveitoso.
Muitas vezes os nossos sofrimentos são gerados pelas nossas aflições, ou seja, aquilo que aflige a partir de dentro. Uma aflição, por sua própria natureza, ocasiona um distúrbio imediato dentro da mente da pessoa no instante em que surge causando sofrimento. Se olharmos com atenção, veremos que muito de nossa infelicidade e sofrimento é causado por distúrbios em nossos pensamentos e emoções.
O importante em tudo isso é a nossa atitude frente a tais estados, a maneira ou intensidade com a qual vivenciamos os nossos estados psicológicos. Nossas atitudes refletem pensamentos e emoções, e nossos pensamentos e emoções refletem dois impulsos principais: atração e repulsa.
Mais uma vez repito é preciso avaliar as nossas atitudes frente aos nossos estados psicológicos para que estes não nos comandem, tomem as rédeas e se tornem senhores das nossas escolhas. É preciso aprender a racionalizar mais os nossos sentimentos para não nos machucarmos e nos ferirmos tantas vezes. Existem sentimentos por aí que andam dizendo coisa que não somos e fazendo com que nos comportemos como não somos.
Com carinho,
Luciano Medrado.

2 comentários:

  1. Lu, nem sei o q falar daquilo que tu escreves... sei lá, é tão perfeito!!! Só acho q vc consegue, em palavras, representar a nossa humanidade questionadora e relativa, que sofre tanto por medo de tentar, e mesmo quando tenta e acerta, sofre, porque acha q podia fazer melhor; e quando a gente tenta e erra, sofre mais ainda por se achar que errar é um erro sem perdão!!! Beijos e que Deus te abençoe sempre...

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