Convergência de Mídias: O que é?

 Convergência de Mídias[1]


MEDRADO, Luciano[2]

Estamos na era da internet e com ela vivenciamos uma nova forma de nos comunicarmos e nos relacionarmos com as coisas e as pessoas e assim vemos surgir novas configurações da vida social, econômica, política e cultural. Esta é a Nova Ordem Tecnológica, que começou a se formar no último decênio do século XX, com o surgimento da Internet que se acentua em nossos dias atuais pela forma diferenciada de estabelecermos comunicação e de gerenciarmos informação.
Foi o avanço rápido das tecnologias de comunicação e de informação que tornaram também rápida nossa conexão com o mundo. Mas essa rapidez do tempo digital veio sempre acompanhada da indústria dos dispositivos digitais; e as mídias, em seus formatos tecnológicos, foram surgindo para acrescentar novas funções de comunicação.

Na nova ordem digital tudo converge. Um exemplo simples, que nos ajuda a compreender o significado da convergência tecnológica, é o aparelho celular, que hoje recebe mensagens, envia vídeos, tira fotos, sintoniza a televisão, faz conexão com a Internet e continua a ser usado para conversar com as pessoas.

Segundo (PELANDA, 2003, p. 03 apud BRASIL), “Convergência de mídias se dá quando em um mesmo ambiente estão presentes elementos da linguagem de duas ou mais mídias interligadas pelo conteúdo”.

É desta afirmação que concluímos então que a convergência tecnológica e midiática significa a integração entre as telecomunicações, os computadores e os tradicionais meios de comunicação em um único artefato.

Castro (2005) apud BRASIL faz a seguinte afirmação:

"Foi-se o tempo que havia uma máquina para cada atividade, seja ela para uso privado ou profissional. Hoje elas convergem em funções e atividades, sendo oferecidas em tamanhos cada vez mais compactos, como é o caso dos palms e dos aparelhos sem fios que permitem utilizar Internet em qualquer lugar do planeta sem necessitar de conexão telefônica.” (CASTRO, 2005, pp. 5-6).

Nesta nova configuração necessita-se do surgimento de uma nova forma de pensar e de estar no mundo, ou seja, de uma nova lógica de raciocínio, caracterizada pelo desenvolvimento simultâneo de diferentes habilidades. Nesta nova realidade tecnológica é perceptível a dissolução dos limites de tempo e espaço, permitindo o acesso a conteúdos e informações a qualquer hora e em qualquer lugar em uma construção coletiva e rápida disseminação e compartilhamento do conhecimento e da informação, potencializando o poder comunicacional.

Mas há um aspecto mais evidente e importante a se destacar na contribuição da convergência das mídias: a interatividade.

Neste novo espaço não podemos nos esquecer ainda do papel da convergência das mídias na educação que, inserida nessa nova ordem, já não pode mais ser pensada como antes. Estas, neste novo contexto tornam-se mais dinâmicas e pluridirecionais, com professores e alunos no papel de autores de um mesmo processo educacional interativo.

Segundo BRASIL:

“é importante identificar se a convergência tecnológica amplia a exclusão digital ou se ela impulsiona a democratização da comunicação e a ampliação do acesso às mídias. Considerando-se que até 2011 todos os municípios e escolas brasileiras terão a infraestrutura de acesso à Internet rápida por meio da banda larga, e que teremos, então, a universalização da convergência tecnológica, é importante que nós, educadores, possamos entender as implicações dessa convergência em nossa vida e nas práticas que se desenvolvem nas escolas”.

A Web 2.0 e o seu cenário

Aqui vamos entender como surge a Web 2.0, neste novo cenário digital, e como ela cria novas possibilidades de uso das mídias e tecnologias na Educação.

Mas o que vem a ser a Web 2.0?

Quando pensamos no termo Web 2.0, a ideia que nos vem à cabeça é a de uma nova versão para a web, algo que remete à atualização de especificações técnicas da web. De fato, a Web 2.0 representa uma mudança na utilização da web, na qual os usuários saem da função de receptor de conteúdo para também produzi-lo.

A Web 2.0 surgiu em 2004, com um grande potencial para a utilização e o desenvolvimento de ferramentas colaborativas, que podem ajudar, entre outras coisas, no desenvolvimento de aulas e em atividades de pesquisa realizadas pelos professores e alunos.

Nessa nova web, a rede digital deixa de ser um simples espaço onde se disponibiliza conteúdos para se transformar em um local onde as informações são construídas a partir da participação dos usuários.

As interfaces da Web 2.0 mais utilizadas até o presente, especialmente pelas novas gerações de brasileiros são:

·         Orkut e Face book, para a criação de redes sociais e compartilhamento de informações;
·         Blog, para a publicação e a documentação de acontecimentos, processos de aprendizagem e produção de conteúdo pessoal sobre diferentes
·         Wiki, para desenvolver trabalhos em autoria colaborativa;
·         Flickr, para publicar e compartilhar fotos e outras imagens organizadas e associadas a outras imagens e textos;
·         YouTube, para publicar vídeos;
·         Wikipedia, para a produção colaborativa de enciclopédias junto com voluntários de todas as partes do mundo.

A primeira coisa que precisamos ter claro é que, na Web 2.0, os usuários podem atuar de forma tradicional, passiva, apenas navegando através dos conteúdos, ou na forma ativa, criando e disponibilizando conteúdos. A segunda opção é aquela que está em acordo com a concepção da Web 2.0.

Neste novo contexto de uso da Web 2.0, não podemos deixar de pensar no papel e função do professor atual, que é desafiado a assumir uma postura ativa, criar estratégias que propiciem ao aluno desenvolver processos de aprendizagem por meio dessas tecnologias.

Um dos meios mais utilizados são os Blog ou edublogs em sua prática pedagógica. O professor pode usar o blog para integrar as atividades pedagógicas com o meio virtual, expandindo a aula para além do espaço físico e do tempo escolar.

Para que a escola avance na utilização inovadora das tecnologias na educação, é fundamental a capacitação de docentes, gestores, funcionários e alunos no domínio técnico e pedagógico.

Por fim, as tecnologias de informação e comunicação são instrumentos culturais, caracterizados como linguagens de comunicação e representação do pensamento, que proporcionam novos modos de relacionar-se com o mundo, ensinar e aprender.

Referências:

CASTRO, Cosette Espindola de. A convergência digital e os atores sociais – um panorama das iniciativas brasileiras. Anais V ELEPICC-Encontro Latino-Americano de Economia Política da Informação. Salvador, UFBA, 2005.

BRASIL. Ministério da Educação. MEC. Mídias na Educação. Módulo: Convergência das Mídias. Disponível em: http://www.eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mod83527/index.html
Acesso em: 22 de outubro de 2011.

PELLANDA, Eduardo Campos. Convergência de mídias potencializada pela
mobilidade e um novo processo de pensamento. Anais do XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Belo Horizonte, PUC, 2003.

Questionamentos:

  • Como você vivencia essa nova ordem tecnológica?
  • O mundo virtual nos aproxima ou nos distancia das pessoas?
  • É possível hoje não viver conectado?
  • O que você faria se em algum momento não puder fazer uso destes dispositivos tecnológicos? Você sobreviveria a esta pressão?
Deixe seu comentário. Vamos contribuir, vamos interagir.


[1] Adaptação Livre do Módulo Convergência de Mídias do Curso TIC e Novas Práticas Pedagógicas / UESB
[2] Pedagogo e Esp. Em Educação Especial – Cursista de TIC e Novas Práticas Pedagógicas / UESB

5 comentários:

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