Viver em um verdadeiro contexto humano

 CrossingsStoneCircle"O nível mais profundo da comunicação não é a comunicação, mas a comunhão. Ela está além das palavras, dos discursos e dos conceitos. Aqui, não estamos descobrindo uma unidade nova e sim antiga. Nós já somos Um, mas imaginamos não ser. O que temos de reencontrar é nossa unidade original. O que temos de ser é o que nós somos.

Não podemos deixar de errar o principal em quase tudo que fazemos. Que tem isso? A vida não é questão de tirar algo de cada coisa. A vida em si é imperfeita. Todas as coisas criadas principiam a morrer na mesma hora em que começam a viver, e ninguém espera de qualquer delas que chegue a uma absoluta perfeição e muito menos que nela se mantenha. Cada indivíduo é apenas um esboço da perfeição específica prevista para o seu gênero. Por que exigir mais do que isso?

Só começamos a entender a importância concreta não apenas de nossos sucessos, mas também dos fracassos e acidentes de nossas vidas quando nos vemos em nosso verdadeiro contexto humano, como membros de uma espécie destinada a ser um organismo e ‘um corpo’. Meus sucessos não são meus. O caminho que levou a eles foi preparado por outros. O fruto de meus esforços não é meu: estou preparando o caminho para as realizações de outro. Meus fracassos também não são meus. Podem provir da falha de outro, mas também são compensados pela realização de outro. Portanto, o significado da minha vida não deve ser procurado apenas na soma totais de minhas realizações. Só é visto na completa integração de minhas realizações e falhas às realizações e falhas de minha própria geração e sociedade e tempo. " (Thomas Merton - Monge Trapista)

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